sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

NO SILÊNCIO DOS OLHOS




Em que língua se diz, em que nação,
Em que outra humanidade se aprendeu
A palavra que ordene a confusão
Que neste remoinho se teceu?
Que murmúrio de vento, que dourados
Cantos de ave pousada em altos ramos
Dirão, em som, as coisas que, calados,
No silêncio dos olhos confessamos?

José Saramago – em OS POEMAS POSSÍVEIS
editorial CAMINHO/Lisboa,1985

sábado, 15 de dezembro de 2012

ATÉ PENSEI


Junto à minha rua havia um bosque 
Que um muro alto proibia 
Lá todo balão caia, toda maçã nascia 
E o dono do bosque nem via 
Do lado de lá tanta aventura 
E eu a espreitar na noite escura 
A dedilhar essa modinha 
A felicidade morava tão vizinha 
Que, de tolo, até pensei que fosse minha 
Junto a mim morava a minha amada 
Com olhos claros como o dia 
Lá o meu olhar vivia 
De sonho e fantasia 
E a dona dos olhos nem via 
Do lado de lá tanta ventura 
E eu a esperar pela ternura 
Que a enganar nunca me vinha 
Eu andava pobre, tão pobre de carinho 
Que, de tolo, até pensei que fosses minha 
Toda a dor da vida me ensinou essa modinha.


                                                Chico Buarque

domingo, 4 de novembro de 2012

SUTILMENTE




E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace 
Quando eu estiver louco 
Subitamente se afaste 
Quando eu estiver fogo 
Suavemente se encaixe 
E quando eu estiver triste 
Simplesmente me abrace 
E quando eu estiver louco 
Subitamente se afaste 
E quando eu estiver bobo 
Sutilmente disfarce 
Mas quando eu estiver morto 
Suplico que não me mate, não 
Dentro de ti, dentro de ti 
Mesmo que o mundo acabe, enfim 
Dentro de tudo que cabe em ti 

Samuel Rosa/Nando Reis

terça-feira, 30 de outubro de 2012

DESRESPEITO


Fico indignada

com o desrespeito,
o julgamento,
a arrogância,
a falta de consideração.

Por que é tão difícil...
pensar no outro,
colocar-se em seu lugar,
supor suas dores
seus temores,
suas dificuldades?

Afinal,
quem disse que somos diferentes?

Nossa conta bancária?
O bairro onde moramos?
A cor da nossa pele?

Quanta bobagem!

Vamos abrir os olhos,
antes que a dor nos procure
e
à força,
nos cure!

Cacilda ZeraikPS.: Não há vitória no grito.

segunda-feira, 23 de julho de 2012


Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto.
Não sei sentir em doses homeopáticas.
Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória
e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres,
paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar.
Não sei brincar e ser café com leite.
Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma,
que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois
ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las.
Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias;
quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada.
Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira,
mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer
e me fazer crer que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."

(Gabriel Garcia Márquez)

quinta-feira, 8 de março de 2012

AS MULHERES SÃO FANTÁSTICAS!


A mãe e o pai estavam assistindo televisão quando a mãe disse:

- Estou cansada e já é tarde,vou me deitar !!!
Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas vasilhas das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas de cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogos que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se e foi para o quarto. Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado, colocou ambos perto da carteira.
Nessa altura, o pai disse lá da sala:
- Pensei que você tinha ido se deitar.
- Estou a caminho - respondeu ela. Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Passou pelo quarto de cada filho, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada. A essa altura o pai desligou a televisão e disse:
-Vou me deitar.
E foi. Sem mais nada.

(Carlos Drummond de Andrade)

PS.: Parabéns a todas as mulheres!
        PARABÉNS MÃE!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CÂNTICO NEGRO


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O QUESTIONÁRIO DE PROUST





“Marcel Proust ficou célebre por sua obra Em Busca do Tempo Perdido, saga de sete volumes na qual destacou-se uma antológica descrição da percepção do tempo advinda dos sentidos: o momento em que o narrador, já adulto, prova uma madeleine (espécie de bolinho com aroma de limão ou amêndoas) com chá, sabor que o remete à sua infância e é responsável pelo despertar de inúmeras sensações em seu íntimo. Esta descrição da memória involuntária é considerada por muitos como o ápice da obra, e foi ela que tornou Proust mundialmente conhecido, assim como as madeleines, claro!

Lá pelos idos de 1886, o então futuro escritor, na época com treze anos de idade, estava na festa da prima, Antoinette, e foi convidado a preencher um questionário. Era uma "modinha", como se diz, uma brincadeira que teve origem na Inglaterra vitoriana, e que consistia numa diversão de salão chamada “Confissões”, na qual os participantes respondiam a uma pequena lista de perguntas pessoais. Essa se tornou uma brincadeira bastante comum nos refinados salões da Belle Époque, e se tornou uma fonte de assuntos e de animações para as festas, uma forma original de entreter os convidados.

Proust respondeu ao mesmo questionário duas vezes na vida, a primeira quando era menino, aos treze anos de idade, e outra, já um rapaz de vinte anos, quando servia o exército francês. As respostas do gênio da literatura francesa tornaram o modelo de questionário tão famoso que virou uma espécie de padrão até de entrevistas jornalísticas! Hoje, o pouco que se sabe da vida pessoal de Proust foi praticamente “deduzido” dos questionários respondidos, reencontrados pelo filho da prima Antoinette, e publicados em 1924.”


Então... Respondendo às 29 perguntas de Proust...



1. Qual é sua maior qualidade?

Assumir que me faltam “algumas”.

2. E seu maior defeito?
Acreditar “muito”, mesmo nas pessoas que conheço “pouco”.

3. A coisa mais importante em um homem?
Ter objetivos(sempre). E concretizá-los com atitude, responsabilidade e caráter.

4. E em uma mulher?
Sensibilidade para identificar isso em um homem.


5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
A cumplicidade. Isso não significa concordar comigo, mas estar ao meu lado.

6. Sua atividade favorita é...
a que adapta-se ao momento e me faz feliz.

7. Qual é sua idéia de felicidade?
Não ter a preocupação de “buscá-la”, mas “senti-la”.

8. E o que seria a maior das tragédias?
Desistir de lutar por tudo que acredito.

9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo(a)?
Nunca desejei ser outra pessoa, mas gostaria de viver alguns momentos da vida de pessoas que me inspiram... Que tiveram e/ou têm grande importância e influência na minha vida (tentei... Mas impossível descrevê-los).

10. E onde gostaria de viver?
AQUI. Assistindo e participando das mudanças necessária na estrutura que compromete negativamente o bem estar dos menos favorecidos da nossa sociedade.

11. Qual sua cor favorita?
A que combina com meu estado de espírito do momento.

12. Sua flor?
Lótus

13. Um pássaro?
Águia

14. Seus autores preferidos?
Aleatório: Shakespeare, Kafka, Gandhi, José Saramago, Gabriel Garcia Marquez, Voltaire, Paulo Freire, Marx, Pablo Neruda, Clarice Lispector...

15. E os poetas de que mais gosta?
Aleatório: Fernando Pessoa, Cora Coralina, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Luiz de Camões...

16. Quem são seus heróis de ficção?
Não tenho heróis nem heroínas da ficção.

17. E as heroínas?
Ver 16.

18. Seu compositor favorito é...
Renato Russo

19. E os artistas que você mais curte?
Aleatório: Carlos Vereza, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Selton Mello, Mateus Nachtergaele, Carolina Diekmann, Débora Falabella, Glória Pires, Lilia Cabral, Patrícia Pillar, Denzel Wachington, Gabriel Byrne, Robin Williams, Andy Garcia, Angelina Jolie, Nicole Kidman, Julia Roberts...

20. Quem são suas heroínas na vida real?
Minha mãe (na generosidade) e minha filha (na determinação).

21. E quem são seus heróis?
Meu pai (no caráter).

22. Qual é sua palavra favorita?
Atitude.

23. O que você mais detesta?
Quem teme a mudança e/ou o primeiro passo.

24. Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Acredito que o desprezo seja mais dolorido que o ódio. Procuro não alimentar tais sentimentos, mas Hitler com toda certeza o é merecedor.

25. Quais os dons da Natureza que você gostaria de possuir?
Tantos quantos o ser humano conseguir manter e/ou salvar.

26. Como você gostaria de morrer?
Não gostaria. Mas, por ser inevitável, dormindo, claro.

27. Qual seu atual estado de espírito?
No momento, serena e concentrada.

28. Que defeito é mais fácil perdoar?
Aquele que não se repete após o perdão.

29. Qual é o lema da sua vida?

São muitos!!

Um deles é perfeita e lindamente descrito nessa frase de Chaplin: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,

antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”

Respostas por Anete Silveira





domingo, 14 de agosto de 2011

MEU PAI



MEU PAI

Esse home incrível,
Colocou-me no mundo.
Ensinou-me a andar, falar,
E até a cantar
(*“A história da maçã...”).

Quando mereci algumas palmadas,
Não às ganhei.
Pois meu pai era tão forte...
Mas tão frágil
Perante meus encantos de menina.

Ensinou-me comportamento
E suas importantes diferenças:
“Em casa podem algumas coisas
Que na casa dos outros, jamais.”
E eu cumpria rigorosamente
Os ensinamentos do MEU PAI.

Das coisas aparentemente fúteis,
Às mais importantes,
Deu-me toda orientação.
Ensinou-me o certo e o errado.
O caminho do sucesso
E o dos que fracassam.

Meu pai determinado, corajoso e,
Muitas vezes autoritário,
Preferia recolher-se
A ter que dizer-me não.
Era demasiadamente doloroso
Para um coração de pai.

Esse é o MEU PAI,
Ou um pedacinho do muito
Que fez e faz na minha vida
Tão orgulhosamente rica por tê-lo.
Homem tão forte em sua vida
De caminhos difíceis e cruéis.
Mas igualmente frágil
Diante do meu amor.

Pai...
Do dia em que nasci
Ao dia de meus primeiros passos.
Da pré-escola
À universidade.
Da vida toda
E até hoje, até sempre...
Por todo teu amor e dedicação,
Coragem e generosidade.
Por teu colo quando criança,
E por teu colo ainda...
OBRIGADA PAI!!!

*”A história da maçã/É pura fantasia./Maçã igual aquela/O papai também comia./Eu li num almanaque/Que num dia de manhã/Adão tava com fome/E comeu a tal maçã./Comeu com casca e tudo,/Não deixando nem semente./Depois botou a culpa/Na pobre da serpeeeeente!”

PS.: Canção que meu pai cantava para mim e/ou cantávamos juntos.

Te amo!
Anete Silveira
14/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O TEMPO



A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

POUCOS OS QUE SABEM VALORIZAR UMA AMIZADE



A amizade é um amor que nunca morre.
A amizade é uma virtude que muitos sabem que existe,
alguns descobrem, mas poucos reconhecem.
A amizade quando é sincera o esquecimento é impossível
A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas,
de estarmos abertos a todas as perguntas.
A dor alimenta a coragem. Você não pode ser corajoso se só aconteceram
coisas maravilhosas com você.
A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.
A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência,
a solidão não é um castigo, e sim um resultado.
A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que
percorremos para encontrá-la.
A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.
A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.
A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.
A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.
A maior fraqueza de uma pessoa é trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.
A persistência é o caminho do êxito.
A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.
A SOLIDÃO É UMA GOTA NO OCEANO QUE SÓ OLHA PARA SI MESMA... UMA GOTA QUE NÃO SABE QUE É OCEANO...
Amigos são a outra parte do oceano que a gota procura...
A tua única obrigação durante toda a tua existência
é seres verdadeiro para contigo próprio.
A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderá apagar.
A verdadeira amizade é aquela que não pede nada em troca, a não ser a própria amiga.
A verdadeira generosidade é fazer alguma coisa de bom por alguém
que nunca vai descobrir.
A verdadeira liberdade é poder tudo sobre si.
Algumas pessoas acham-se cultas porque comparam sua ignorância com as dos outros.
Amigo de verdade é aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante.
Amigo é a luz que não deixa a vida escurecer.
Amigo é aquele que conhece todos os seus segredos e mesmo assim gosta de você!
Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados...
Amigo é aquele que, a cada vez, nos faz entrever
a meta e que percorre conosco um trecho do caminho
Amigos são como flores cada um tem o seu encanto por isso cultive-os.
Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom, vibram juntas...
Amizade, palavra que designa vários sentimentos, que não pode ser trocada por meras coisas materiais... Deve ser guardada e conservada no coração!!!
As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas,
dando-lhes sempre algum significado.
Diante de um obstáculo não cruzes os braços, pois o maior
homem do mundo morreu de braços abertos.
Elogie os amigos em público, critique em particular.
Errar é humano, perdoar é divino.
Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz.
Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.

Érico Veríssimo

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DEPOIS DE ALGUM TEMPO




Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distancias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, perceber que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa – por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nos somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Willian Shakespeare

QUADRILHA


João amava Teresa 
que amava Raimundo
que amava Maria 
que amava Joaquim 
que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, 
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, 
Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se 
e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

POEMA CIGANO



Sou como o vento livre a voar.
Sou como folha solta, a dançar no ar.
Sou como uma nuvem que corre ligeira.
Trago um doce fascínio em meu olhar.
Sou como a brisa do mar, que chega bem de mansinho.
Sou réstia de sol nascente, sou uma cigana andarilha.
O mundo é a minha morada, faço dela minha alegria.
A relva é a minha cama macia, meu aconchego ao luar.
Acendo a luz das estrelas, salpico de lume o céu.
Sou livre, leve e solta, meu caminho é o coração.
Sou musica, sou canção, sou um violino à tocar.
Sou como fogo na fogueira, sou labaredas inquietas.
Sou alegre, sou festeira, trago a felicidade em meu olhar.
Sou simplesmente, uma cigana a dançar.
Trago mistério escondidos, em meu olhar.
Sou encanto, sou magia, sou pura sedução.
Sou cartomante, sou vidente, sou quase uma feiticeira.
Vejo nas cartas seu destino, seu futuro, posso ler em sua mão.
Seguindo a linha da vida, chego até ao seu coração.
Ser cigana é minha sina, sigo feliz a dançar.
A minha alma é livre, meu doce enlevo é dançar.
Sou encanto, sou magia, sou alma à viajar.
Sou um pedaço de paraíso.
Sou uma cigana à dançar!



DESCONHEÇO AUTORIA


PS.: MINHA ALMA CIGANA SE EMOCIONA...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A BAILARINA


Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

Cecília Meireles


sexta-feira, 29 de julho de 2011

POEMA A VIDA POR WILLIAM SHAKESPEARE


Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
William Shakespeare

O CAMINHO DA VIDA


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
Charles Chaplin

quinta-feira, 28 de julho de 2011

NAMASTÉ




No antigo Egito já se intuía
que algo mais existia.

Até diziam que há cordas a fazer
a ligação com uma outra dimensão.

A nossa civilização deixou de lado
esta intuição. Seguiu outra direção.

No Oriente, trazida pelo sol nascente,
Esta verdade é muito presente.

Cada ser aqui plantado carrega uma
essência divina, dádiva do outro lado.

E isto é tão verdade que até na saudação
Namasté não é senão:

Namasté! A luz que habita em mim,
saúda a luz que habita em você.

E assim por extensão, todas as coisas são
o poder da criação.



(Lita Moniz)

domingo, 24 de julho de 2011

DE MÃE PRA FILHA


Os anos foram passando e só agora descobri
Que os erros que recriminei em você
São xerocopiados dos erros meus.
Os anos voaram rapidamente.
Nem notei o quanto você estava tornando-se atraente ,
autoritária e emotiva.
Só hoje, observando-te com cuidado, reparei
que o seu jeito de balançar a cabeça,
de querer consertar o mundo ,
de deprimir-se com as injustiças
mostram-me que você é o meu retrato três por quatro.
Assustei-me ao imaginar que o mundo vai fazer-te sofrer como fez a mim.
Sei que vou continuar perdendo o sono enquanto você não chega,
que o teu futuro vai continuar sendo uma incógnita para mim,
que saber-te FÊMEA num mundo que privilegia machos
ainda vai preocupar-me em demasia.
Mas... sabe do que gosto mesmo?
De quando você chega do trabalho ou da faculdade,
deleta as nossas diferenças,
deita-se ao meu lado, se enrosca e fala manhosa :
- Hoje eu quero a Minha Mãe.
Nessas horas, sei que nossas discordâncias
são bem menores do que o amor que nos une...
Que você é parecida comigo apesar de viver: apontando meu defeitos,
bagunçando o armário, descuidando-se de suas roupas.
O melhor mesmo é saber que uma das razões da vida ser tão maravilhosa
é o fato de você existir e de gritar quando já vou saindo:
- Manhê... dá pra me esperar?
A cada dia que passa me descubro em você.
E então , mais me apaixono pela moça de nariz empinado
que pensa que já sabe tudo da vida e tem muito ainda a aprender.
Filhota, eu te amo de montão e te aplaudo
da primeira fileira da arquibancada
do show - que é a VIDA .

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Sarai Melo Moret (adaptado)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CANÇÃO AMIGA

Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça
Todas as mães se reconheçam
E que fale como dois olhos.



Caminho por uma rua
Que passa em muitos países
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos.


Eu distribuo segredos
Como quem ama ou sorri
No jeito mais natural
Dois caminhos se procuram.


Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas.


Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças...


Milton Nascimento

FELIZ DIA DO AMIGO!!!!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A VIDA NÃO ME ENSINOU


A vida não me ensinou:


Dizer adeus às pessoas que amo! Sorrir às pessoas que não gostam de mim! Fazer de conta que tudo está bem, quando não é verdade! Aceitar gratuitamente agressões que não levam a nada, nem a lugar algum! Calar-me frente a violência de qualquer tipo! Aceitar meus erros como algo inerente ao ser humano. Eu posso ser sempre melhor, sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo. Ficar inerte quando os que amo estão com problemas. Ser hipócrita! Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim, depósito de suas frustrações e desafeto. Ficar em cima do muro. Fechar meus olhos às injustiças! Ser imune à dor de um irmão, de um amor, de um amigo. Porém, a vida ensinou-me e colocou em meu caminho, algum amor, alguma alegria, algumas belezas, um pouco de poesia. Ensinou-me a, algumas vezes, perdoar, outras, a pedir perdão. Ensinou-me a sonhar acordado (isso, eu aprendi facilmente!) A acordar para a realidade sempre que fosse necessário! A aproveitar cada instante de felicidade! A chorar de saudade, sem vergonha de demonstrar. Me ensinou a ter olhos para ver e ouvir estrelas, embora nem sempre consiga entendê-las. A ver o encanto do por do sol. A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que for possível, para a felicidade do meu ser. A abrir minhas janelas para o amor! A não temer o futuro! A aproveitar o presente como presente que da vida recebi e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, dando-lhe a forma da maneira que eu preferir. E é dessa forma que tento viver e levar a minha vida para frente. Embora, às vezes, eu tropece. Faz parte da edificação, do crescimento!

(Nicholas Montessori)

sábado, 4 de junho de 2011

OLHA TEU JARDIM



OLHA no teu jardim as rosas entreabertas, 

e nunca as pétalas caídas; 
OBSERVA em teu caminho a distância vencida 

e nunca o que falte ainda; 
GUARDA do teu olhar os brilhos de alegria 

e nunca as névoas de tristezas; 
RETÉM da tua voz risadas e canções 

e nunca os teus gemidos; 
CONSERVA em teus ouvidos as palavras de amor e nunca as de ódio; 
GRAVA em tua pupila o nascer das auroras 

e nunca os teus poentes; 
CONSERVA no teu rosto as linhas do sorriso 

e nunca os sulcos do teu pranto; 
CONTA aos homens o azul das tuas primaveras 

e nunca as tempestades do verão; 
GUARDA da tua face apenas as carícias, 

esquece as bofetadas; 
CONSERVA de teus pés os passos retos e puros, esquece os transviados; 
GUARDA de tuas mãos as flores que ofertaram, 

esquece os espinhos que ficaram; 
De teus lábios CONSERVA as mensagens bondosas, 

esquece as maldições; 
RELEMBRA com prazer as tuas escaladas, 

esquece o prazer fútil das descidas; 
RELEMBRA os dias em que fostes água limpa, 

esquece as horas em que foi brejo; 
CONTA e mostra as medalhas das tuas vitórias, 

esquece as cicatrizes das derrotas; 
OLHA de frente o sol que existe em tua vida, 

esquece a sombra que fica atrás; 
A flor que desabrocha é bem mais importante 

do que mil pétalas caídas; 
E só um olhar de amor pode levar consigo calor 

para aquecer muitos invernos; 
A bondade é mais forte em nós e 

dura muito mais do que o mal 

que nós mesmos praticamos; 
SÊ OTIMISTA, e não te esqueças de que... 
É NO FUNDO DA NOITE SEM LUAR 

QUE BRILHAM MUITO MAIS 

AS ESTRELAS!! 



Desconheço Autoria (Me foi enviada pelo querido amigo Angel)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

EU DESEJO QUE DESEJES



Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido, 
desejo que desejes uma via expressa rumo a realizações não utópicas, 
mas viáveis, que desejes coisas simples como um suco gelado 
depois de correr ou um abraço ao chegar em casa, 
desejo que desejes com discernimento e com alvos bem mirados.


Mas desejo também que desejes com audácia, 
que desejes uns sonhos descabidos 
e que ao sabê-los impossíveis não os leve em grande consideração, 
mas os mantenha acesos, livres de frustração, 
desejes com fantasia e atrevimento, 
estando alerta para as casualidades e os milagres, 
para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos.


Desejo que desejes trabalhar melhor, que desejes amar com menos amarras, 
que desejes parar de fumar, que desejes viajar para bem longe 
e desejes voltar para teu canto, desejo que desejes crescer 
e que desejes o choro e o silêncio, através deles somos puxados pra dentro, 
eu desejo que desejes ter a coragem de se enxergar mais nitidamente.


Mas desejo também que desejes uma alegria incontida, 
que desejes mais amigos, e nem precisam ser melhores amigos, 
basta que sejam bons parceiros de esporte e de mesas de bar, 
que desejes o bar tanto quanto a igreja, 
mas que o desejo pelo encontro seja sincero, 
que desejes escutar as histórias dos outros, 
que desejes acreditar nelas e desacreditar também, 
faz parte este ir-e-vir de certezas e incertezas, 
que desejes não ter tantos desejos concretos, 
que o desejo maior seja a convivência pacífica 
com outros que desejam outras coisas.


Desejo que desejes alguma mudança, 
uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma, 
mudanças são temidas, mas não há outro combustível para essa travessia. 
Desejo que desejes um ano inteiro de muitos meses bem fechados, 
que nada fique por fazer, e desejo, principalmente, 
que desejes desejar, que te permitas desejar, 
pois o desejo é vigoroso e gratuito, o desejo é inocente, 
não reprima teus pedidos ocultos, desejo que desejes vitórias, 
romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários, 
mas desejo, antes de tudo, que desejes, simplesmente. 

(Martha Medeiros)